03/11/2010 18:25
Estado de calamidade pública na rede de hospitais do Rio de Janeiro
Na segunda-feira, no meio do feriado, Sérgio Cabral anunciou que está passando para o prefeito Eduardo Paes a administração do Hospital Estadual Pedro II, em Santa Cruz, que sofreu um incêndio recentemente. O Estado vai dar R$ 60 milhões por ano para a prefeitura cuidar da unidade.
Cabral está empurrando o problema para o colo de Paes, que aceitou descascar o abacaxi, mas antes de 2012, o Pedro II não deve reabrir porque terá que passar por grande obra depois do incêndio, que os funcionários já tinham alertado a secretaria de Saúde, mas Sérgio Côrtes não fez nada.
Todos os pacientes da Zona Oeste contam agora, só com o Rocha Faria, em Campo Grande que já teve vários setores desativados e está superlotado. A situação é caótica. As filas são gigantescas.
Os hospitais estaduais Carlos Chagas (Marechal Hermes) e Albert Schweitzer (Realengo) estão abandonados. O Getúlio Vargas, os bombeiros nem levam pacientes graves pra lá porque sabem que não há condições de atendimento.
O Hospital do IASERJ foi fechado por Cabral, assim como o Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, no Caju, que era destinado a pacientes com dengue.
O Hospital do Fundão, que é federal, está fechando para a demolição de uma ala e obras completas. Os primeiros setores só reabrirão em janeiro de 2012.
O Souza Aguiar que é da prefeitura vive a sua pior crise. O taxa de óbitos ultrapassa todos os padrões e funcionários burocráticos estão liberando pacientes na emergência.
A saúde na cidade do Rio atingiu uma situação jamais vista em toda a história. Os epidemiologistas estão alertando para mais uma epidemia de dengue que vai chegar ao Rio em dezembro. As autoridades de saúde, municipais, estaduais e federais estão ignorando o problema. O caso é gravíssimo. Depois vão apelar para hospitais de campanha, em tendas improvisadas no meio da rua e liberar milhões em verbas emergenciais, sem licitação. No fundo parece que é isso que estão esperando.
Em tempo: Só estou falando da cidade do Rio de Janeiro. Mas os problemas mas se restringem à capital
Fonte: Blog do Garotinho.
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