O MITO ELEITORAL E A TRISTE REALIDADE
Passadas as eleições, a vida começa ser como ela é. Sem a mistificação da propaganda falsa do horário eleitoral gratuito do PMDB, suportada pela imprensa local, a realidade aparece cada vez mais para a sociedade que assiste arrastões todos os dias, como o que aconteceu ontem ao lado da jóia da coroa das UPPs, a do Morro do Dona Marta, no bairro de Humaitá. Na saúde, as UPA´s revelam a cada dia que nao passam de mais uma peça publicitária: em apenas um dia, tres pessoas morrem por falta de leitos de UTI. O mesmo choque de gestão na saúde que deixou uma senhora 12 horas em uma ambulancia até morrer, que deixou Fabio de Souza morrer por falta de um balão de oxigenio cujo aluguel era de apenas R$520,00/mes, mesmo com sentença judicial obrigando o Estado a dar o equipamento, vai se mostrando como ele é. Até hospital pega fogo! Um dos hospitais (o Pedro II) mais importantes do estado na zona oeste a mais carente, literalmente pega fogo demonstrando toda ineficiencia de gestão da saúde, ou seja, equipamentos estratégicos, como o tranformador, sem qualquer manutenção preventiva, nem tampouco proteção contra acidentes como esse. Resultado, os doentes foram todos para a rua. Nao precisamos dizer como vai piorar o atendimento do pessoal que mora na região.
Nos debates, Cabral dizia que eu estava explorando o assunto do Fábio que havia morrido naqueles dias. Eu estava chamando a atençao dele para o problema de gestão que estava ocorrendo. Olhe o que deu: em vez de levar o assunto a sério como era, deixou morrer mais três! As UPPs vão tentando enganar com a falsa impressão da pacificaçao. Na verdade apenas 2,5% do território está pacificado, e o restante dos 98% está entregue aos bandidos deixados soltos pelo atual governo e sua politica de avisar antes.
Antes mesmo de iniciar seu segundo mandato, Cabral sente que a população está começando a perceber que foi vitima do que se chama de estelionado eleitoral. Pude perceber isso, quando na saída do filme Tropa de Elite 2 (*), ouvi um rapaz dizendo para sua namorada: - Puxa, se esse filme tivesse passado antes das eleições Cabral não seria reeeleito, pelo menos não teria meu voto.
(*) Ainda que ficção, o filme denuncia a atuação das mílicias em conluio com o governador que foi reeleito que se confraterniza com milicianos como fez Cabral com Jerominho e Natalino em agosto de 2007
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