segunda-feira, 18 de outubro de 2010


Dia do médico: O valor de quem traz a vida nas mãos

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Em 510 anos de existência, independentemente do regime vigente, a saúde não ocupou lugar de destaque em governo algum

Nesta segunda feira (18/10) é comemorado em todo Brasil o dia do médico, mas a classe não tem muito a celebrar.

Antigamente, se atribuía que os melhores salários eram dos médicos, e que os mais elevados níveis sociais eram ocupados por profissionais da Medicina. O Respeito e a imponência do trabalho médico eram reconhecidos e valorizados pelas pessoas, que veneravam esses profissionais como a grande salvação do povo.

Com o passar dos anos, essa realidade mudou consideravelmente. Toda evolução no contexto político e social do Brasil não foi suficiente para que a saúde, assim como a educação, fosse considerada uma prioridade. Em 510 anos de existência, independentemente do regime vigente, a saúde não ocupou lugar de destaque em governo algum.

Anos de descaso adicionado ao ininterrupto crescimento populacional e urbano resultaram em um quadro caótico, onde o profissional é cada vez mais desvalorizado. A cada dia o médico representa um simples e comum soldado com a missão de lutar por salvar a vida de seus pacientes. Com o aumento considerável de profissionais no mercado, o médico chega a ser visto por muitas como mão de obra facilmente substituível, praticando ou não uma medicina de qualidade.

Dados de uma recente pesquisa do Conselho Nacional de Medicina, revela que atualmente, são colocados no mercado de trabalho 8.862 novos médicos, provenientes de 120 faculdades de medicina em todo o país. A pesquisa mostra ainda que a má distribuição de profissionais no país persiste. São 65,9% deles atuando nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentra apenas cerca de 25% da população.

Tudo isso acrescido à escassez de recursos financeiros, materiais e humanos, para manter os serviços de saúde operando com eficiência. Problemas, como atraso no repasse dos pagamentos para os serviços conveniados, baixos valores pagos pelo SUS aos procedimentos médico-hospitalares, entre outros, consolidam o entrave no setor.

Estatísticas da Abramge/Fenaseg, confirmam que são gastos R$ 31 bilhões para cuidar de 35 milhões de segurados, enquanto todo o SUS, para suprir o direito à saúde de mais de 145 milhões de brasileiros gasta quase a mesma quantia. Por essas e outras razões nos encontramos no 124º lugar no ranking da OMS em qualidade de saúde.

É a saúde continuando um sistema embrionário e contraditório, onde nos destacamos mundialmente por nossas pesquisas pioneiras, no combate a Aids, por exemplo, mas não valorizamos nossos profissionais, nem conseguimos dar atendimento básico à maioria do povo.

Fonte: Ururau

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