
A coluna “Extra, Extra!” (edição de domingo) lança luz sobre o fracasso histórico do comício dos 100 mil que virou “bate-papo” para 500, que era o número de pessoas, segundo a Folha de S.Paulo, que assistiram os discursos de Lula, Dilma e Cabral. Vocês vão entender a razão do título, que não é apenas retórica ou figura de linguagem. É a realidade.
Um levantamento feito junto ao SIAFEM (Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios) revela o tratamento que Cabral dá ao interior do estado e não é difícil imaginar as conseqüências.
Até metade do ano passado, com dois anos e meio de governo, Cabral mal colocou os pés no interior do estado. Foi nessa época que foi alertado, que no interior, as pessoas só falavam no Garotinho. A partir daí, Cabral montou sua estratégia. Visitas-relâmpagos, de no máximo uma hora, tipo “posou de helicóptero do lado do palanque, discursou, acenou à distância para os presentes e embarcou correndo para a próxima cidade”. Perguntem a parentes e amigos que moram nas cidades do interior se não foi assim?
Em cada cidade por onde passou Cabral anunciou assinatura de convênios, sempre dizendo que estava liberando não sei quantos milhões para a prefeitura. Mas é aí que reside o problema. Tudo não passou de falsas promessas para enganar os prefeitos e o povo do interior.
Vejam a relação dos convênios assinados por Cabral e o dinheiro que efetivamente já foi liberado, segundo o SIAFEM.
Em 2009, Cabral anunciou convênios com as prefeituras de R$ 197 milhões. Até semana passada só tinham sido liberados R$ 19 milhões. Faltam ser liberados R$ 178 milhões.
Agora em 2010, Cabral assinou convênios com as prefeituras no valor de R$ 344 milhões. Sabem quanto foi liberado? Apenas R$ 34 milhões. Ainda faltam R$ 310 milhões.
Para vocês verem que não estou exagerando, nos dois primeiros anos de governo Cabral, todos os convênios assinados com as prefeituras, somaram R$ 39 milhões. No ano passado, já de olho nas eleições, o valor pulou para R$ 197 milhões e este ano, R$ 344 milhões.
Então a matemática vai explicar porque o comício fracassou e porque afirmo que a candidatura de Cabral “subiu no telhado”. De um total de R$ 580 milhões anunciados para as cidades do interior, Cabral até hoje, só liberou R$ 82 milhões, não dá nem 20%. Esse é o “xis” da questão.
Os prefeitos estão sendo avisados que o dinheiro vai sair depois da eleição, mas como quem não quer nada, Pezão e Picciani, que são os interlocutores de Cabral junto a eles, lembram que é preciso “mostrar serviço”. Insinuam que Cabral quer ver resultados nas urnas, caso contrário, o dinheiro pode demorar a sair. Estão colocando uma faca no peito dos prefeitos.
Só que ninguém é burro. Muitos prefeitos já perceberam que estão sendo vítimas de um golpe. Cabral prometeu milhões e só deu tostões. Agora faz o jogo, de que se tiver boa votação libera o dinheiro, caso contrário os prefeitos vão ficar de mãos abanando. Isso não cola mais. Todo mundo já sabe que Cabral não tem palavra, não cumpre nada do que promete e os compromissos que assume não têm o menor valor.
Na sexta-feira, Cabral saiu da Cinelândia “cuspindo marimbondos”. Falando barbaridades, soltando palavrões e esbravejando ameaças. Acha que vários prefeitos o traíram e o deixaram mal com Lula e com Dilma. Agora vocês podem entender porque não vieram os 500 ônibus do interior para o comício organizado por Cabral.
O comício foi “um balde de água fria” para a campanha de Cabral. Lula viu com os próprios olhos que Cabral é um fanfarrão. O apoio que diz ter de 91 dos 92 prefeitos do estado não passa de uma manchete do jornal O Globo, a seu serviço. Manchete mentirosa, como tantas outras, desse jornal marrom.
Cabral está começando a receber o troco do Interior. Ainda não viu nada. A sua candidatura “subiu no telhado”. Agora não adianta chorar...
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