
Não é novidade para ninguém a posição conservadora das Organizações Globo, que chamam de “populistas” todas as iniciativas governamentais que beneficiam a população mais necessitada e as áreas mais carentes. Mas nunca imaginei que chegariam a esse ponto.
O mini-editorial do jornal deixa claro. Para o jornal da família Marinho, o poder público não deve fazer obras, nem intervenções nas comunidades que são dominadas pelo tráfico ou pela milícia. Dá pra acreditar? Diz o editorial que é dinheiro jogado fora e defendem que a prefeitura só leve o “Morar Carioca”, que é um “Favela-Bairro”, incrementado com a construção de casas, para as áreas com UPP.
Por essa lógica de O Globo, vão ser oficializados os guetos na cidade do Rio, acho que nem Cabral pensaria algo tão absurdo. É a política do segregacionismo. Sim, porque das mais de mil favelas da cidade, apenas 14 têm UPP. Mais de quinhentas são dominadas diretamente por bandidos, seja do tráfico ou da milícia.
Aliás, frise-se, que O Globo aplaude o critério, também equivocado, do prefeito Eduardo Paes, de levar “Morar Carioca” só para as comunidades próximas a locais onde haverá atividades olímpicas, em 2016. É famosa tática de esconder as mazelas da cidade dos turistas. Nada é planejado com interesse na melhoria da cidade. É tudo, como se dizia antigamente, “pra inglês ver”, inglês, americano, japonês, argentino, e por aí vai.
O jornalista Zuenir Ventura, que escreve em O Globo, cunhou a expressão “cidade partida”. Seus patrões querem oficializá-la no Rio de Janeiro. Que vergonha!
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