
esta de Santo Amaro preserva religiosidade e tradições regionais
domingo, 16 de janeiro de 2011
O casal Garotinho e Rosinha participou da missa em homenagem ao padroeiro da Baixada
Após uma programação de vários dias, que teve o apoio da Prefeitura de Campos, a 268ª Festa de Santo Amaro, na Baixada Campista, teve seu ponto alto neste sábado. Mais uma vez, a festa combinou a religiosidade do povo e tradições regionais. Várias missas e a tradicional cavalhada foram realizadas neste sábado(15).
Multidão de Peregrinos- A multidão de peregrinos que rumou de várias partes de Campos e do Brasil para o distrito de Santo Amaro, na Baixada Campista, evidencia uma tradição religiosa, cumprida ano após ano, pelos fiéis. É o caso da família de dona Iolanda Pereira Ribeiro, de 89 anos. Ela estava entre os milhares que caminharam da saída da cidade, na Penha, até a igreja de Santo Amaro, em um percurso de mais de 35 quilômetros, que levou a noite de sexta (14) e a madrugada deste sábado (15), dia do santo padroeiro do distrito que recebe seu nome.
Octagenária, Dona Iolanda fez o sacrifício ao lado da filha Joelma P. Ribeiro, 62 anos; da neta Fernanda Ribeiro, 28; da filha de Joelma, e suas duas bisnetas, Ingrid e Sandra, 13 e 8 anos, filhas de Fernanda.
“A minha mãe passou a vir a Santo Amaro há mais de 40 anos, acompanhando meu pai, que nasceu na Baixada Campista e, mesmo depois que foi embora para Guarulhos, continuou vindo para a festa. Eu aprendi a vir aqui desde os meus 12 anos, porque quando era bem criancinha tinha sérios problemas de saúde e meu pai fez promessa a Santo Amaro para minha recuperação. Eu fiquei boa e ele passou a pagar a promessa todos os anos. Meu pai faleceu e passei a vir com minha mãe e a tradição e a fé vêm passando de geração para geração”, relatou Joelma.
O romeiro Getúlio Lino da Silva, 43, vem de Aparecida do Norte-São Paulo, para o evento: “Há 10 anos participo da Festa de Santo Amaro. Da minha cidade vêm umas 50 pessoas na romaria. Aqui, me sinto em casa, pois as pessoas são muito hospitaleiras. Eu venho bem antes da festa, trazendo objetos sagrados – terços, cordões, imagens e souvenirs religiosos – para vender. As pessoas me convidam para almoços e cafés e, se eu não vou, trazem para mim, na barraca. Participo da missa do padroeiro e jogo bola com os moradores, num clima de fraternidade cristã”, contou.
Cavalhada -Terminou às 19h desta sexta-feira (15) a ducentésima quinquagésima primeira edição da Cavalhada de Santo Amaro, uma tradicional encenação da luta entre exércitos de mouros e cristãos que, no século III, montados em cavalgaduras, travaram duras batalhas por causa do amor entre um príncipe, filho de um rei mouro, e uma princesa, filha de um rei cristão.
Ao final da Cavalhada, prevalece o amor, e soldados antes adversários se confraternizam e fazem a última evolução com desfile de rosas e lenços, acenando para a paz entre povos de diferentes credos. Apesar da chuva, mais de 15 mil pessoas estiveram em Santo Amaro, neste feriado religioso.
Um grande público, formado por crianças e adultos de várias localidades de Campos e de outras cidades do Brasil, que desde sexta-feira chegam em romaria, assistiu à Cavalhada. Romarias de fiéis de cidades distantes, como Aparecida do Norte (SP); Lavrinhas (SP) e Juazeiro (BA), também marcaram presença na Baixada Campista, para acompanhar a procissão de Santo Amaro.
]
Fonte: Campos 24 horas
Nenhum comentário:
Postar um comentário