terça-feira, 29 de novembro de 2011

IG ENTREVISTA CESAR MAIA!

(IG, 23) CM- PR e DEM foram mapeando o Estado e vendo que em municípios grandes, onde os dois partidos têm tempo de televisão, não há nenhum conflito que não permita ceder o tempo e o comando da chapa para o outro. Campos fica com o PR; Rio de Janeiro, com o DEM; São Gonçalo, PR; Nova Iguaçu, DEM; Volta Redonda, PR; Maricá, DEM. Em municípios pequenos, cada caso é um caso. Se for possível estar junto, excelente, mas não há obrigatoriedade. Está tudo mais ou menos arrumado. Falta um ponto aqui e ali.

2. CM- Você faz coligações por duas razões: uma é a convergência no tempo, que é o caso que a gente tem com o PSDB nacionalmente. Em campanha presidencial estivemos juntos sempre. A outra é quando forças políticas se opõem a uma terceira que está no governo e entendem como prioritária a derrota dessa força. Foi o que aproximou o PR do DEM. A nossa convergência é em função da derrota do PMDB. CM- Pode ocorrer alguma perda na zona sul, mas essa perda não vai para o Eduardo, vai para o Freixo que é forte na região. Então, onde a gente perde, não perde para quem está no governo, não perde para o PMDB. O Eduardo tem cometido erros que são fatais no Rio de Janeiro, como, por exemplo, perseguir servidor público. O segundo erro é confundir lei e ordem com repressão aos pobres, que gera uma rejeição muito grande na área popular. O terceiro é privatizar educação e saúde.

3. CM- Como prefeito erra muito. Como disse, persegue servidores, privatiza educação e saúde. Mesmo com a boa vontade da mídia ele está com uma taxa de rejeição de 25%. Por enquanto, ele está mais ou menos bem porque está surfando sozinho. Quando os outros candidatos aparecerem, ele cai. CM: A eleição do ano que vem será competitiva, muito diferente de 2010, quando o Lula estava santificado. Numa eleição municipal, a influência federal é menor. O Cabral sofreu um forte prejuízo moral com a queda do helicóptero na Bahia e a crise dos bombeiros, as pesquisas mostram. Foi seu governo que piorou muito? Não, o governo do Sério Cabral é ruim desde sempre, as pessoas avaliavam bem em função de publicidade, essas coisas que não funcionam, mas geram um destaque. O que mudou? O impacto do boca a boca em relação a esses casos que citei. \ CM- A grande perda é sempre o potencial político e eleitoral de campanha majoritária, e isso nós não tivemos no Rio com a saída de um ou outro.



E A AUDITORIA SOBRE AS MORTES SEM QUALIFICAÇÃO NO RIO, DENUNCIADAS PELO ELIO GASPARI?

(Globo, 24) 1. A divulgação pelo Anuário de Segurança Pública de que as informações sobre as taxas de homicídio no Rio de Janeiro são de menor confiabilidade (grau 3) causou desconforto ao Instituto de Segurança Pública (ISP) da Secretaria de Segurança, responsável pelo fornecimento dos dados.

2. O diretor-presidente do ISP, tenente-coronel Paulo Augusto Teixeira, anunciou que contestará a graduação, enviando um relatório à Secretaria Nacional de Segurança Pública: — Confesso que fiquei surpreso quando vi o Rio cair de índice, passando do grupo 1, de maior confiabilidade, para o grupo 3, de menor confiabilidade. Isso não pode tirar a credibilidade do nosso trabalho. Vamos pedir uma avaliação mais criteriosa — disse o tenente-coronel.

3. (Estado de SP, 24) O Fórum Brasileiro de Segurança Pública criou três categorias para classificar os dados enviados pelos Estados para a criação do levantamento, que estão divididas em três grupos: no primeiro, estão os dados de melhor qualidade e no terceiro, os de pior. Ficam no segundo grupo os dados com qualidade intermediária. Rio de Janeiro e Minas Gerais, que vinham obtendo bons resultados na redução das taxas de criminalidade, tiveram seus dados classificados entre os Estados cujos dados são de pior qualidade, juntamente com Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Pará e Rio Grande do Norte. No Rio, estudo de Daniel Cerqueira, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou problemas no registro de mortes a esclarecer que diminuem o impacto da tendência de queda de homicídios.

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