quarta-feira, 8 de dezembro de 2010


ELEIÇÕES SUPLEMENTARES: A DEMOCRACIA NÃO É TOLA EM PASSAR POR AQUI



Os homens e mulheres de bem, de Campos dos Goytacazes, perderam mais uma luta. Uma guerra, iniciada em 2004, que não possui um fim, afinal nada andou em termos de construção de novos horizontes, modus operandi e de líderes. Tudo continua turvo, cinza, triste e inseguro.

A sociedade assiste, atônita, uma dança surreal de cadeiras no Executivo. Somos campistas desmoralizados, envergonhados, rejeitados e motivo de indiferença por onde coloquemos os pés. Não há nada para nos alegrarmos.

Uma Câmara parada, estagnada e a mercê de elevadores sem destino, carroças do mal, joelhos em declínio e acordos políticos que ofendem a nossa inteligência.

Uma cidade com uma gritante concentração de renda. Vendida para uns, loteadas por outros e detentora de alguns munícipes completamente sem vergonha na cara. Seres sem receio de praticarem todas as formas ilícitas previstas na legislação pátria.

Uma cidade que não sabe onde fica o fim do negro túnel em que entrou. Um território de ninguém, onde vários tentaram administrar, mas nenhum deles conseguiu manter-se no leme desse navio fantasma até o final.

Uma cidade partida de forma idiota entre grupos políticos. Uma fazenda escravocrata dirigida em sistema de rodízio por senhores feudais. Feudo que amarra, arrebenta, humilha e cala centenas de munícipes mediante o vil metal.

Um terreno fétido, coberto de ações paliativas visando a sustentação de currais eleitorais. Um espaço antidemocrático onde palavras independentes geram revoltas e abrem os grilhões daqueles que trabalham com o silêncio interesseiro.

Um grande gueto repleto de podres sociais e de pedofilias inexplicáveis.

Cidade trincada, esburacada, atormentada por vans clandestinas, transportes irregulares e homicídios em demasia.

Vai começar tudo de novo. E tenho certeza de que, quem for eleito, corre o risco de não ficar no maldito cargo. Não aprenderam a fazer política com ideias. Preferem o campos da agressão em detrimento aos projetos.

Aqui não se ganha eleição: elimina-se os adversários.

Dia 06 de Fevereiro é o dia da vergonha, pois a democracia não é tola ao ponto de passar por aqui.

Cláudio Andrade

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