segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Tradicional Cavalhada de Santo Amaro chega a sua 252ª edição em Campos
Pela manhã milhares de fiéis chegaram em peregrinação para a missa
A Cavalhada de Santo Amaro, distrito de Campos, que reuniu, aproximadamente, 15 mil pessoas, na tarde deste domingo (15/01), é considerada uma das festas mais expressivas do distrito. Tradição há 252 anos, o festejo é uma longa batalha, onde 12 cavaleiros mouros e 12 cristãos se reúnem para um só objetivo, levar a paz e o amor. Também fazendo parte dos festejos do distrito, o desfile das bandeiras emocionou o público presente. A festa de Santo Amaro completa sua 269º edição este ano.
Segundo informações de uma das organizadoras do desfile, Isabela Barbosa, esse ano a homenagem foi para o jovem Matheus de Souza, que morreu, tragicamente, em outubro de 2011, após cair de um cavalo.
“O desfile, todo ano, abre para a tradicional Cavalhada de Santo Amaro. Cerca de 40 cavaleiros, todos treinados e preparados para montaria, se reúnem, levando consigo bandeiras dos estados e também dos santos padroeiros do Brasil. O organizador sempre carrega a bandeira do Brasil. O Matheus desfilava na festa há 11 anos. Foi realmente uma perda lastimável, lamentou.
O ex-cavaleiro Amaro Henriques Gomes, contou ao site Ururau, que durante 35 anos encenou a batalha da cavalhada para o público, que em sua maioria, desconhecia a história da mesma. “Muitos não conhecem, de fato, a história dessa batalhas que teve início na Idade Média, onde os aristocratas exibiam, em espetáculos púbicos, sua grandeza e valentia. A cavalhada representa a luta entre mouros (vermelhos) e cristãos (azuis)”, explicou Amaro, que começou a se apresentar aos 15 anos de idade.
O ex-cavaleiro mencionou ainda que, durante todo ano o trabalho é muito árduo e necessita de muita dedicação dos participantes. “Ao longo dessas batalhas, nunca vi nenhum participante que não estivesse, inteiramente, dedicado e preparado para entrar em campo. Eles se dedicam de tal forma que, até alguns apetrechos e acessórios das roupas, são confeccionados pelos próprios cavaleiros”, comentou.
Locutor há sete anos das Cavalhadas de Santo Amaro, Sandro Lima, disse que os festejos tratam-se de uma tradição praticada em várias regiões do Brasil, porém, com diferenças marcantes de uma região para outra. “Em cada parte do país, reúnem-se 24 cavaleiros que encenam a batalha entre mouros e cristãos. No final da luta, os cristãos conseguem a vitória e os mouros acabam se convertendo ao cristianismo”, falou o locutor.
Depois do primeiro ato, os participantes param e caminham até a igreja, para então, receber a benção divina. Após a unção, voltam ao campo para encenarem a batalha final.
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