terça-feira, 18 de outubro de 2011

17/10/2011 19:50 A reação do povo fluminense ao golpe para tirar nossos royalties


17/10/2011 19:50

Cerca de 10 mil pessoas compareceram à Cinelândia. Para vocês terem uma idéia, quando estava terminando o ato público ainda estavam chegando caravanas de Macaé e de outros municípios. O senador Marcelo Crivella foi contundente no seu discurso chegando a propor a ocupação do prédio da PETROBRÁS. Vários deputados cobraram a presença de Cabral e de parlamentares que se submeteram à pressão do governador e deram as costas para a luta do povo fluminense.

No meu discurso puxei um coro junto com o povo presente à Cinelândia: “Dilma tira a mão do dinheiro do Rio de Janeiro“. A manifestação foi uma demonstração de que principalmente o povo do norte-fluminense não vai ficar calado assistindo tirarem os nossos royalties.



17/10/2011 18:39
Nem a chuva afastou o povo que foi à Cinelândia defender os royalties
Garotinho, Rosinha, Chico Alencar ao lado de Fernando Peregrino e Lilian Sá



Mesmo com o boicote de Cabral, do PMDB e do PT, além da mídia não ter dado uma linha sobre a manifestação de hoje, e apesar da chuva, a Cinelândia ficou tomada pelo povo, muita gente se abrigando debaixo das marquises próximas, mas apesar de tudo isso, mais 8 mil pessoas participaram da manifestação.

Compareceram 15 deputados federais, além do senador Marcelo Crivella. Vejam a lista:

Adrian
Áureo
Chico Alencar
Dr.Aluisio
Garotinho
Glauber Braga
Felipe Bornier
Liliam Sá
Marcelo Matos
Nelson Bornier
Otávio Leite
Paulo Feijó
Rodrigo Maia
Walney Rocha
Zoinho

Fonte: Blog do Garotinho

16/10/2011 18:05
A hora do Rio levantar a sua voz: Justiça para quem produz
Garotinho fala ao povo de Campos, na reunião sobre a manifestação da Cinelândia, convocada por Rosinha (Foto de Gerson
Garotinho fala ao povo de Campos, na reunião sobre a manifestação da Cinelândia, convocada por Rosinha (Foto de Gerson


O momento decisivo que o Estado do Rio de Janeiro vive com a possibilidade cada vez mais real da perda dos royalties do petróleo, merece uma reflexão de toda a sua população, especialmente de suas lideranças políticas, empresariais, sindicais e populares.

Com a perda dos royalties será consumada mais uma violência contra o nosso estado que tanto contribui para o desenvolvimento nacional. É bom lembrar que há 50 anos, o hoje Estado do Rio, antiga Guanabara, perdeu a capital federal para Brasília. Naquela época foram prometidas políticas compensatórias pelo grande prejuízo criado à antiga capital. Promessas que nunca saíram do papel. O Rio então começou a amargar, principalmente a partir dos anos 80, os reflexos econômicos, culturais e políticos da perda incalculável de deixar de ser o centro das decisões nacionais. Quem conhece Brasília, hoje com todos os seus ministérios, imensas repartições públicas, uma sofisticada rede de hotéis e de prestação de serviços, sabe que aquilo tudo estaria até hoje dentro do Estado do Rio se não tivesse perdido a capital. Mas isso é apenas um pouco de história para relembrar as sucessivas maldades contra o nosso estado.

Com a descoberta do petróleo em águas profundas na Bacia de Campos veio então, a esperança que uma nova riqueza pudesse impulsionar o desenvolvimento da já combalida economia fluminense. Eis que então, acontece outra grande maldade.

Na Constituição de 88, foi criada uma exceção para a cobrança de ICMS do petróleo. Enquanto todos os produtos são taxados na sua origem (onde são produzidos), para o petróleo ficou estabelecido que a cobrança de ICMS seria para o destino final. Essa manobra política colocada na Constituição traz anualmente um prejuízo de R$ 10 bilhões aos cofres do Estado do Rio.

Não bastasse isso, como grande produtor de petróleo do Brasil (83% do petróleo nacional), o Rio de Janeiro deveria refinar a maior parte do que produz, mas não é isso que acontece. Menos de 20% do que sai das águas da Bacia de Campos é refinado no nosso estado. Para se ter uma idéia, o petróleo que move a refinaria de Paulínia, no interior de São Paulo sai do Estado do Rio de Janeiro. O mesmo acontece com o petróleo da refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul e com o Pólo Petroquímico de Camaçari, na Bahia, sem que o Estado do Rio receba alguma coisa por isso. Duvido que os paulistas, os gaúchos, os baianos aceitassem calados tamanha perda de arrecadação.

Chegamos finalmente aos royalties do petróleo, que por definição constitucional são pagos aos municípios e estados produtores. Maldosamente políticos de outros estados tentam confundir seus eleitores induzindo-os a acreditar que têm direito a esta indenização. O petróleo é brasileiro, mas os royalties são de quem produz a riqueza. A violência que está sendo cometida contra a Constituição do país e os estados e municípios produtores, pode nos levar a um impasse federativo. Amanhã, o governo federal pode muito bem entender que as riquezas do minério de ferro do subsolo de Minas Gerais devem ser repartidas com todos os brasileiros e por aí vai. Teremos então um desrespeito e um conflito entre os estados que compõem a República Federativa do Brasil.

Por todos esses motivos que lhes mostrei estar na Cinelândia, nesta segunda-feira, às 17h, não é se colocar contra o governo federal, mas sim defender a Constituição, a qual todos os brasileiros, principalmente os homens públicos, têm o dever de cumprir. É defender o nosso estado que tem sido vítima de sucessivas injustiças. É um ato por amor ao Rio, que vai mostrar mais uma vez que somos a vanguarda da consciência nacional.

Anthony Garotinho

quinta-feira, 13 de outubro de 2011


13/10/2011 19:49
Para esvaziar manifestação, Cabral usa máquina pública para ameaçar empresas de ônibus


O PR apóia a manifestação convocada pelos prefeitos, que tem a aprovação da bancada federal do Rio
O PR apóia a manifestação convocada pelos prefeitos, que tem a aprovação da bancada federal do Rio


Bateu o desespero em Cabral por causa da manifestação em defesa dos royalties. Para tentar inviabilizar a manifestação de segunda-feira, na Cinelândia, Cabral mandou o DETRO, responsável pela fiscalização dos ônibus intermunicipais, pressionar as empresas de ônibus para não alugarem coletivos para as caravanas que vão sair do interior. O presidente do DETRO, o Onofre determinou aos seus assessores que joguem pesado com as empresas de ônibus. Nunca vi nada semelhante e tão vergonhoso. Cabral não apenas joga contra o Rio, como quer obrigar o povo a ficar calado, a não ir para a rua fazer o que ele deveria ser o primeiro a tomar a iniciativa e defender o nosso futuro.

Só há uma explicação para essa atitude autoritária: MEDO DO POVO. Cabral sabe que ficará muito mal se não comparecer à manifestação; e se for tem medo de tomar vaia. Para tentar fugir do constrangimento tenta de todas as formas, inviabilizar a realização do evento. Além de covarde, mostra toda a sua fraqueza jogando sujo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Prefeitura retorna a Campos mulher desaparecida há cinco anos



Há cinco anos longe da família e de sua terra natal, vivendo por algum tempo nas ruas da cidade de Carandaí, em Minas Gerais, essa semana Marli Barbosa Rosa, 43 anos, finalmente, retornou a Campos, para convívio com sua mãe, pai e demais parentes. A aproximação entre mãe e filha se deu através das prefeituras mineira e de Campos, esta última via Núcleo Integrado de Atendimento à População de Rua e Imigrante, conhecida como Casa da Cidadania, ligada à Secretaria da Família e Assistência Social.

Marli já tinha saído de casa, sem saber explicar precisamente porquê, por várias vezes seguidas, sendo esta a última em que ficou mais tempo desaparecida. Atualmente, depois de perambular pelas ruas de Carandaí, estava vivendo em uma casa doada pela prefeitura mineira, trabalhando, segundo ela, com reciclagem, mas mantida quase que integralmente pelo município.

Sua mãe, Angelita Barbosa da Costa de Almeida, 63 anos, disse que a primeira vez que sua filha saiu de casa tinha 13 anos de idade e que, de lá para cá, foram outras tantas. E desta vez, o retorno só foi possível, graças ao empenho e boa vontade da equipe técnica das duas prefeituras. “Estou muito feliz e agradecida a prefeitura de Minas e a de Campos”, disse Angelita Barbosa.

O coordenador da Casa da Cidadania, em Campos, Evaldo Malaquias, explicou que Marli já foi encaminhada ao Hospital Ferreira Machado (HFM) e ontem (segunda-feira, 03), começou a maratona de exames e consultas, sendo assistida de perto pelo Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Segundo a assistente social da Casa, Rosangela Mavila, nesta terça-feira (04) ela será levada ao Centro de Referência e Atendimento Social (CRAS) de Goitacazes, onde reside sua mãe, podendo ser incluída em algum programa social da prefeitura. Participaram ainda do encontro entre mãe e filha, as coordenadoras da Casa da Cidadania, Maria Cristina Pereira e Janaína Santos Carvalho.

A secretária da Família e Assistência Social, Izaura Freire, explica que a Casa da Cidadania faz esse tipo de trabalho, seja de resgate de pessoas ou de retorno delas à sua terra natal, com freqüência. Segundo a secretária, já foram enviadas pessoas de volta para Curitiba, Campina Grande, Vitória, Macaé, entre outros estados e municípios. “A maioria vem para Campos e se torna morador de rua. Hoje, 90% da população de rua da nossa cidade são pessoas de fora”, finaliza a secretária.
Fonte: Franio Abreu

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

POR QUE OS ROYALTIES DEVEM PERTENCER AOS ESTADOS PRODUTORES DE PETRÓLEO!

(abril de 2011) 1. Vazamento: maior desastre ambiental dos EUA. Na noite de 20 de abril de 2010, uma explosão na plataforma Deepwater Horizon, arrendada pela empresa British Petroleum (BP), matou 11 funcionários no Golfo do México. Dois dias depois, a plataforma afundou a aproximadamente 80 quilômetros da costa da Louisiana, sul dos Estados Unidos. O petróleo cru começou a vazar da tubulação rompida a 1,5 quilômetro da superfície do mar, formando uma enorme mancha negra que se aproxima do litoral americano. Desde então, o óleo vem prejudicando a fauna marinha, o turismo e a pesca na região. Todos os esforços da empresa BP para conter o vazamento falharam e o derrame deve continuar por mais um mês. Pela sua extensão, esse foi considerado o pior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos.

2. O desastre no Golfo do México trouxe como consequências: ameaças ao ecossistema; \ prejuízos à indústria pesqueira e ao turismo; \ revisão dos incentivos à indústria petroleira; \ maior regulamentação do setor petrolífero; \ incentivo à discussão sobre energias alternativas. A mancha negra que se estende sobre o Oceano Atlântico, numa área equivalente a onze vezes a cidade do Rio de Janeiro, é a imagem da maior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos. O vazamento de petróleo cru e de gás no Golfo do México causou, além de danos ao meio ambiente, perdas econômicas e políticas para o governo. E como todas as tentativas de conter o vazamento falharam, a mancha deve se alastrar por mais um mês, agravando a situação.
Fonte: Ex Blog de Cesar Maia